domingo, 20 de março de 2011

Há três anos sem marcar, Eduardo Costa quer gol para sua filha Volante nem lembra a última vez em que balançou as redes, mas tem certeza de que a pequena Maria Eduarda nunca foi homenageada por ele


Os gols no Vasco saem de maneira democrática. Zagueiros, laterais, volantes, meias e, como não poderia deixar de ser, atacantes já comemoraram com a torcida vascaína. Mas um jogador em especial segue em busca do seu primeiro gol pelo clube: Eduardo Costa. O volante, inclusive, já viu Rômulo, seu companheiro na marcação, aparecer como elemento surpresa na frente em três oportunidades. Eduardo tenta não se preocupar, mas não vê a hora de encerrar o jejum na carreira que já dura três anos.
Ao tentar fazer um exercício de memória, Eduardo Costa não conseguiu se lembrar do último gol marcado. A única certeza que ele tem é que a pressão vem de casa. Maria Eduarda, sua filha de três anos, não entende muito de futebol, mas sabe que o gol é o principal momento do jogo. E toda hora pede ao pai para ele marcar o seu.
                                            Eduardo Costa vai ter mais trabalho na marcação com o novo esquema 

- Já fiz alguns na carreira... Se pintar é sempre bom. A minha filha pede, mas o papai não faz um! Ela nasceu e nunca pude dedicar um gol. Daqui a pouco ela vira mocinha e não vai ver o pai comemorando (risos). Mas procuro não pensar nisso. Minha função principal é recuperar a bola e entregá-la com qualidade para os meias. Além disso, pelo posicionamento, tenho que orientar meus companheiros. Mas se sobrar quero fazer o meu - brincou o jogador, sem mostrar inveja de Rômulo.
Apesar da vontade, Eduardo Costa sabe que a missão agora ficou ainda mais difícil. Com a entrada de Diego Souza no time, a responsabilidade na marcação ficou maior já que o esquema de jogo montado por Ricardo Gomes é ainda mais ofensivo. O volante pediu a colaboração de todos na marcação.
- Vou ter de trabalhar um pouco mais né? Mas quando o time estiver com a posse de bola tudo fica mais fácil. E essa é a principal orientação do Ricardo Gomes, além de uma colaboração maior de todos, o que não vai ser problema. O time está bem consciente - finalizou.


Vasco derrota o Boca nos pênaltis e fatura a primeira vitória no Mundialito Em duelo com alta dose de emoção, time carioca reage no segundo período e se recupera do revés diante do Barcelona na estreia na competição


Já é quase uma regra no Mundialito de Clubes de Futebol de Areia: jogo da competição tem que ser decidido de forma dramática e o placar tem que ser apertado. Foi assim também no duelo deste domingo entre Boca Juniors e Vasco, pelo Grupo A. Após os dois primeiros confrontos do dia serem resolvidos na prorrogação (Lokomotiv Moscou 4 x 3 Santos e Flamengo 3 x 2 Milan), os cariocas venceram nos pênaltis, após empate por 3 a 3 no tempo normal.
Com o triunfo, o Vasco soma dois pontos. Isso porque a vitória no tempo normal vale três, enquanto o triunfo na prorrogação ou nos pênaltis vale apenas dois. Dessa forma, o Vasco conquista seus primeiros pontos no Mundialito, já que havia perdido na estreia para o Barcelona. O Boca, por sua vez, acumula a segunda derrota na competição - a primeira foi para o Milan também nos pênaltis.
- Precisávamos da vitória e entramos com uma postura diferente da última partida. Nossa qualidade técnica e também a parte ofensiva funcionaram bem e conseguimos nosso primeiro triunfo - disse Betinho, do Vasco.
O próximo rival do Vasco no Mundialito será o Flamengo, que venceu o time italiano neste domingo na prorrogação. Já o Boca Juniors terá o Barcelona pela frente. As duas partidas estão marcadas para a tarde desta segunda-feira.
Vasco reage e leva a partida para os pênaltis
Um dos favoritos ao título do Mundialito, o Vasco tomou um susto no primeiro período, quando o Boca saiu para o intervalo com a vantagem de 2 a 0 no placar. Os gols do time argentino na etapa inicial foram marcados pelo brasileiro Bruno Malias e pelo uruguaio Nicolas.
A reação vascaína, porém, não demorou muito a acontecer. Logo no início do segundo período, Gabriel acertou um lindo chute de longa distância e diminuiu a diferença. Em seguida, foi a vez de Jorginho, em cobrança de pênalti, deixar tudo igual na arena montada na Represa de Guarapiranga.
Após arrancar o empate, o Vasco foi para cima na terceira etapa e, por muito pouco, não virou com Rafinha. Para infelicidade da equipe carioca, o Boca marcou logo em seguida, com Franceschini, retomando a dianteira no marcador. Rafinha, no entanto, se redimiu rapidamente e, menos de um minuto após o gol argentino, marcou o terceiro vascaíno no partida, deixando tudo igual e levando a decisão para a prorrogação.
Após os times passarem em branco na prorrogação, o duelo foi para a disputa de pênaltis. Melhor para os cariocas. Na terceira cobrança do Boca, o goleiro Salgueiro defendeu o pênalti de Lopes, e Betinho cobrou em seguida para garantir a vitória vascaína nas penalidades por 3 a 2.

Gols sofridos pelo Vasco na Taça Rio não tiram o sono de Dedé Para zagueiro, características ofensivas do time dificultam a vida dos defensores e o que realmente faz a diferença é o Vasco terminar vencedor

A defesa do Vasco sofreu sete gols nos últimos três jogos pelo Campeonato Carioca. O fato foi determinante para que Ricardo Gomes desse atenção especial para o setor no decorrer da última semana de treinamentos para o clássico deste domingo, contra o Botafogo, às 18h30m, no Engenhão. Ídolo da torcida, o zagueiro Dedé afirmou que não se incomoda com as cobranças e com os gols sofridos. Para ele, o mais importante é o Vasco sair vitorioso.


Dedé deixou claro que ele e Anderson Martins, a zaga titular, estão trabalhando para corrigir os erros mostrados nos últimos jogos. Mas o camisa 26 se defendeu dizendo que a postura ofensiva da equipe acaba dando mais brechas para os rivais marcarem os seus gols.


- Nosso time é ofensivo e entra para ganhar. Isso acaba deixando alguns espaços na defesa, o que facilita para os rivais marcarem seus gols. Existem algumas falhas também, mas volto a dizer que a defesa fica vulnerável por causa da postura ofensiva do time. Estamos trabalhando para nos adaptar ao esquema. No último jogo foram dois gols sofridos, mas o importante foi o poder de reação do time. O que importa é o resultado final - explicou.


Uma das principais preocupações é o jogo aéreo do Botafogo. Na última sexta-feira, Ricardo Gomes disse ser 'praticamente impossível' anular a principal arma do rival. Dedé está ciente das dificuldades, mas acredita ter a solução. Segundo o zagueiro, basta colocar a bola no chão e apertar a marcação sobre os laterais. Ele recordou o empate do ano passado, pelo Campeonato Brasileiro.


- Naquele jogo conseguimos anular o jogo aéreo, principalmente no primeiro tempo. Nosso time estava melhor, jogando com confiança e com a bola nos pés. Eles não criaram uma chance sequer. Mas no segundo tempo o Botafogo voltou mais confiante, diminuiu os espaços e retomou seu jogo. Tanto é que o pênalti que deu o empate saiu em um lance assim. Não podemos deixar isso acontecer - afirmou.

Felipe revela mágoa com o Vasco pelo que 'fizeram com Pedrinho'

A dor do Japão passa longe do Restaurant e Wasabi, onde, além de sushis e sashimis, a alegria é um prato da casa. E nem poderia ser diferente. Um dos sócios do restaurante é Felipe, jogador do Vasco, que recebe com frequência amigos dos velhos tempos como Luisinho e Pedrinho, ex-companheiros de clube. A doce rotina dos parceiros só é interrompida pelas concentrações e viagens, um pesadelo na vida de Felipe, que já começa a pensar no fim da carreira. 

Aos 33 anos, você já pensa no futuro? 

Não vou empurrar com a barriga. Quando não render mais, eu paro. 

Jogará até quando?

Gostaria de cumprir o contrato até o fim de 2012. Mas, se no fim desse ano eu não estiver rendendo, posso até parar. 

Está desanimado? 

Não é isso. Mas admito que concentração e viagem são duas coisas que me matam. Fiquei cinco anos no Catar, onde se joga menos vezes. 

A idade está começando a tirar o seu ânimo?

Gosto de treinar mais do que quando era mais novo. E nem me incomodo por treinar de manhã. De qualquer forma, acordo cedo, às 6h, para levar meus filhos à escola. 

Por que o seu rendimento vem melhorando?

A parte física melhorou. Aqui, a preparação física é melhor. Lá no Catar, cada hora era um preparador de um país diferente. Uma hora, um francês. Outra, um árabe. Marroquino, holandês... Aliás, uma vez chegou um holandês dizendo que a preparação física fazia mal ao jogador de futebol. É mole? 

Você passa a impressão de que a carreira está chegando ao fim. Além do título mundial no Japão, faltou uma passagem marcante pela Seleção?

Perdemos no Japão porque fomos cedo para lá e ficamos um tempão sem jogar. Em relação à Seleção, era preciso ralar pra cacete para aparecer. Hoje, qualquer um é bom pra caramba! O marketing está forte. 

Por que sua relação com a torcida do Vasco é de amor e ódio?

Porque eu não vou ser mais o Felipe de 97. Tenho 33 anos! Mas só é cobrado quem tem qualidade, né? A torcida do Vasco ficou mal acostumada. Fica esperando aquele futebol de 97, 98... Não sei também se pesa o fato de eu ter jogado no Flamengo. Caramba, eu joguei lá porque, quando voltei da Turquia, recebi um convite do Flamengo, e não do Vasco! 

Você também ficou mal com a torcida do Flamengo, por ter jogado uma camisa longe, não?

Que nada... O que mais encontro é rubro-negro me perguntando por que não voltei para o Flamengo. Meu problema foi que, quando joguei lá, não havia grandes jogadores. Éramos eu, Julio Cesar e Zinho. O Ibson ainda estava começando a aparecer. Agora, quero aproveitar pra dizer que tenho uma mágoa do Vasco... 

Qual?

Tenho mágoa pelo que fizeram com o Pedrinho. Um ano antes de ir para o Vasco, ele tinha jogado 60 partidas com o Luxemburgo, no Santos. No Vasco, o Renato só botava ele faltando 5 minutos. O Vasco caiu, Pedrinho ficou chorando e não renovaram o contrato. 

Você acha que deveriam ter renovado?

Acho. Não sei se para ser titular. Mas ele tinha condição de fazer parte do elenco. Mas agora ele está numa boa. Na semana passada, Pedrinho e Luisinho me ligaram para dizer que estavam num futevôlei. E, eu, concentrado em Volta Redonda. Quero levar a vida desses dois. Vou esperar para curtir só quando estiver com 60? 

Qual é a motivação?

É conquistar títulos. Faço parte da história do Vasco, e isso ninguém vai apagar. Gostaria de fazer mais pelo clube. 

O Vasco está na briga pela Taça Rio?

Está. O time está numa crescente. É o momento crucial do campeonato. E temos também a Copa do Brasil, né? 

Por que o time melhorou depois que PC Gusmão saiu? Estavam entregando?

Se tivesse sacanagem, eu estaria fora. Aprendi uma coisa com o Abel Braga: eu dependia do futebol, e, hoje, eu trabalho no futebol. Se tiver que parar, não morro de fome. Mesmo com o PC, o time ia melhorar. Não tinha como piorar, né? 

E o ambiente, hoje?

É ótimo. Ricardo (Gomes) é privilegiado pela comissão técnica que tem. O Cristóvão (auxiliar) é sensacional. 

Como surgiu a ideia do restaurante japonês?

A amizade com Alex, meu sócio, vem da praia. Ele já tinha o restaurante desde 2004, e eu era o cliente número 1. Um dia, de férias no Brasil, comentei que gostaria de ser sócio só para comer de graça. Ele me convidou. Mas entendo pouco. Outro dia, fui na Ceasa. Era um fedor de peixe danado! 

Seu futuro não será no restaurante...

Posso voltar para o Catar. Como o Mundial de 2022 será lá, o Al Sadd já me convidou para ser diretor de futebol. Eles querem que eu ajude a desenvolver o futebol. 

Que dificuldades teve no Catar?

Fiquei pelado no vestiário, e eles consideram isso desrespeito. Eu não sabia (risos). Mas, depois que peguei intimidade, aí eu ficava pelado só de sacanagem. Há outra coisa engraçada: os homens se beijam encostando nariz com nariz. Dei muito beijo assim. Fazer o quê?

Ricardo Gomes, sobre o Vasco com Diego Souza: 'Não muda muito'


Rio de Janeiro: A maior expectativa dos vascaínos para este domingo é ver o meia Diego Souza em campo no clássico contra o Botafogo, às 18h30, no Engenhão. Ao mesmo tempo, uma preocupação surge na cabeça dos cruzmaltinos, a falta de proteção à zaga, que soma o preocupante número de quatro gols nos últimos dois jogos. No entanto, segundo o técnico Ricardo Gomes, a entrada do meia não deixará o setor defensivo desprotegido.


"A entrada do Diego não vai criar problema nenhum. Não vai mudar muito, só vai dar qualidade. A nomenclatura do meio de campo fica no papel. Importante é a ocupação de espaços e a dinâmica. A entrada do Diego e do Alecsandro não são problemas, são coisas boas", afirmou o treinador, já pensando em contar com o também recém contratado Alecsandro no próximo jogo, contra o Fluminense.


"Ainda não tenho previsão definida para a estreia dele, mas acredito que não terá problema para o jogo contra o Fluminense. Ele vem pronto. A situação é diferente da do Leandro, por exemplo, que chegou um pouco abaixo fisicamente", concluiu.

Sob batuta do camisa 10, 'Trem Bala' vai para cima do Botafogo


O Vasco encara hoje, ás 18:30, no Engenhão, a equipe do Botafogo pela 4ª rodada da Taça Rio e uma vitória pode deixar a equipe da Colina bem próxima da classificação para a semifinal da competição.


Vindo de dois resultados positivos, os comandados do técnico Ricardo Gomes tentarão mostrar que a sorte mudou e que o momento agora é de devolver ao torcedor a alegria, a certeza de que o 'Trem Bala da Colina' irá brigar pelo título.


Para a partida de logo mais, o técnico cruzmaltino não poderá contar com o lateral-direito Fagner, suspenso, e nem com seus substitutos diretos Max e Irrazábal, lesionados. Dessa forma, alguém terá que ser improvisado. Durante os treinamentos da semana, Allan e Romulo foram testados.


Se o responsável pelo lado direito não foi divulgado, a presença do camisa 10 Diego Souza no clássico é mais do que certa. Bem fisicamente e destaque nas atividades, o jogador faz sua estreia neste domingo e terá ao seu lado um quarteto de respeito: Elton, Eder Luis, Felipe e Bernardo. Na defesa, Anderson Martins retorna de suspensão e voltará a formar dupla de zaga com Dedé.


Com a intenção de manter a invencibilidade no Engenhão contra o Botafogo e mostrar que quem manda no Rio é o 'Trem Bala da Colina', o Vasco entrará em campo com: Fernando Prass, Romulo (Allan), Dedé, Anderson Martins e Ramon; Eduardo Costa, Felipe, Diego Souza e Bernardo; Eder Luis e Elton.